Eu sou fruto de um dos 200 milhões de NTs distribuídos por vocês. Eu recebi o meu na escola, quando estudava num colégio administrado por uma Igreja Batista em Campo Grande, Cariacica, ES. A princípio eu rejeitei, mas aquele senhor insistiu dizendo: “Você não vai pagar nada, leve. Um dia você vai ler”. Eu passei muito tempo andando com aquele NT no bolso como se fosse um amuleto.

Cresci num lar desestruturado e alguns familiares envolvidos com assassinatos. Meu pai fugiu de casa com outra mulher quando eu tinha 6 anos de idade, e eu fui morar com meu avô paterno, um homem muito violento.

Com o passar do tempo eu conheci as drogas, me envolvi em bebedeiras e farras. Aos 18 anos eu me alistei e servi o Exército por um bom tempo. Lá eu aprendi a atirar e passei a alimentar em meu coração o desejo de encontrar meu pai e dar uma surra ou matá-lo, por ter feito a nossa família sofrer tanto.

Um dia, voltando do carnaval eu olhei para o Novo Testamento, lembrei-me das palavras do senhor que me entregou e pensei: “Será que isso funciona?”. Então, o Espírito Santo de Deus, que não desiste de ninguém, me direcionou e eu abri o Novo Testamento no Salmo 27:10 que diz: “Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá”. E eu pensei: “Deus gosta de mim, mesmo eu não valendo nada”. Continuei lendo e entendi que toda a minha família estava em pecado. Eu encontrei paz e me propus a não ser igual ao meu pai, nem igual ao meu avô. Ganhei uma Bíblia e fiquei assustado ao ler Lamentações 5:7, quando diz “Nossos pais pecaram, e já não existem; e nós levamos as suas maldades”. Mas descobri que eu carregaria a maldição até o dia em que encontrasse Jesus, porque Ele é Libertador; Ele levou sobre si as nossas dores e enfermidades. O Senhor Jesus transformou a minha vida, mudou a minha história. Ele salvou a minha esposa, e minha mãe, a qual eu tive o privilégio de batizar.

Hoje, por gratidão ao Senhor, a igreja que eu pastoreio é parceira dos Gideões. Deus também colocou no meu coração trabalhar com aqueles rejeitados: nós temos hoje uma comunidade terapêutica administrada pela igreja e nós recolhemos moradores de rua e dependentes químicos. Atendemos e acolhemos em média 100 pessoas por ano. Toda terça-feira lideramos um grupo para levar lanche no hospital e fazer evangelismo, tudo para a glória de nosso Senhor.

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